Segmento de aluguéis exige conhecimento técnico e bom entendimento de mercado

Uma boa alternativa para o corretor de imóveis aumentar sua rentabilidade é o setor de locação de imóveis. Aparentemente, as operações nesse segmento são menos complexas, até pela questão da rapidez com que os negócios podem ser fechados, ainda mais neste momento em que as vendas estão em baixa no país.

Mas não é tão simples como parece. “O mercado de aluguéis exige alguns conhecimentos técnicos relacionados, por exemplo, à Lei 8.245 (Lei do Inquilinato), com a qual o corretor deve estar bem familiarizado, e também a particularidades comerciais, como a consultoria para definições de valores a serem usados na transação”, destaca Darlan de Souza, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ).

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Segundo Darlan, é muito importante que o profissional tenha conhecimento para atuar na área e não ver o segmento apenas como um adicional ao seu trabalho. “Para começar, deve priorizar um atendimento de excelência, pois ele será o intermediário de uma relação que poderá durar muito tempo”, lembra.

Darlan sugere que, para início de conversa, o corretor saiba se apresentar como um profissional hábil, demonstrando conhecimento e gerando confiança tanto para o locador como para o locatário.

Valor do aluguel

O proprietário, quando solicita ajuda para divulgar seu imóvel no mercado, espera que, no fechamento do negócio, tenha a segurança de que terá um bom resultado financeiro. Para que isso aconteça, um bom ponto de partida é ajudar o locador e definir o valor correto para o aluguel. “Por isso se faz necessário um bom entendimento de mercado. Não adianta o proprietário idealizar um valor que nunca resultará em negócio”. Você pode consultar os preços médios do aluguel no Imovelweb Index.

Após isso, é preciso saber vender bem o produto aos interessados, buscando – assim como ocorre nas vendas – valorizar os pontos fortes do imóvel.

Garantias financeiras

Para que não ocorram problemas em relação a pagamentos, antes do fechamento do negócio o corretor pode verificar se o futuro inquilino terá condições de arcar com o valor do aluguel. “Já começa por investigar se o histórico financeiro do indivíduo é compatível com o que ele terá que pagar mensalmente. E, depois disso, definir que tipo de garantia locatária será utilizada no contrato”, diz Darlan. A mais tradicional é a do fiador (terceira pessoa que se responsabiliza pelo credor), embora hoje em dia fique mais difícil conseguir alguém que aceite esse risco. “Outra opção é o seguro-fiança, no qual a garantia é intermediada por uma seguradora. E ainda há seguro-caução, em que um valor equivalente a três meses de aluguel é depositado em uma conta como garantia”, explica o especialista.

O importante, segundo Darlan, é o corretor entender que ele é o técnico e o consultor dessa relação, e tanto locador como locatário se dirigirão a ele em caso de dúvidas ou descontentamento.