4 motivos para acreditar que o mercado imobiliário vai melhorar em 2018

A crise que atingiu o setor imobiliário vem perdendo força há alguns meses. Embora o cenário ainda não seja o ideal ou igual ao que ocorreu entre os anos 2000 e 2010, já é possível visualizar alguns indícios de que a recessão pode estar no fim.

Mesmo em um ano marcado por forte crise econômica e política, as ações do mercado imobiliário em 2017 apontam um 2018 bem mais positivo. A estimativa de queda em 5,07% no índice de inflação é um dos motivos em conjunto com a taxa de juros, também com projeção de redução.

Acompanhe nosso artigo e entenda o motivo do próximo ano ser apontado como o marco da retomada do crescimento para o setor imobiliário.

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1. Queda na inflação

Como já adiantamos, o índice de inflação tem estimativa de queda em mais de 5% no acumulado do ano. Nos últimos meses a queda mensal não foi menor do que 0,26%, o que significa que os preços dos imóveis caíram, consequentemente, a procura de compradores no mercado impulsiona o setor.

É claro que a retomada ainda é lenta, mas já se pode enxergar um ponto positivo nessa informação. Esse é o primeiro motivo para acreditar-se na recuperação do setor, se não for o principal.

Ainda de acordo com as previsões de especialistas em economia, a inflação desacelerada permite mercados mais aquecidos. Com registro de 10,7% em 2015, a inflação vem caindo e, segundo o presidente do Banco Central, a ideia é atingir a meta fiscal de 4,5% até o final de 2017.

2. Taxa de juros desacelerada

O segundo maior índice de que o mercado está voltando aos bons tempos é a desaceleração da taxa de juros.

Com os juros elevados, as pessoas pensaram e repensaram em comprar imóveis. Com a crise financeira explodindo e o índice de inadimplência chegando a patamares jamais vistos, era natural que houvesse pausa nas compras desenfreadas que assistimos na última década.

É um efeito cadeia: juros altos, crédito mais inacessível, inibição de consumo e etc.
Porém, informações do mercado financeiro para 2018 dão conta de que a taxa de juros cairá ainda mais, portanto, a confiança do consumidor no mercado vai retornar e, consequentemente, irá se arriscar mais na compra de bens de consumo duráveis, como imóveis.

3. PIB em ascensão

Mesmo em crise política, a favor ou não das últimas decisões do governo, não há como negar que o PIB está progredindo. Ainda que devagar, o crescimento do país tem sido positivo segundo os últimos dados fornecidos ao mercado.

E o crescimento do mercado imobiliário está diretamente ligado ao crescimento do País. Uma vez que é esse índice que rege a maior parte da economia brasileira, se o PIB está em alta, é natural que os mercados acompanhem esse crescimento.

Com isso, a previsão se torna favorável ao mercado imobiliário e a visão positiva se torna mais nítida para os profissionais da área.

E não é só isso, pois de acordo com o FMI – Fundo Monetário Internacional – estima-se que após 2017 a tendência da economia brasileira é somente de crescimento, com projeção de crescimento do PIB em 0,6% contra antigas projeções nulas que desanimavam o mercado.

4. Aumento de investimentos

Em 2016 e início de 2017 houve registro de queda de 8,7% nos investimentos do país. No entanto, pesquisas recentes apontam aumento de 4% nos investimentos do Brasil.

Se existe investidores arriscando no mercado que ainda é incerto, a tendência é estabilizar esses investimentos e trazer cada vez mais pessoas que apostem na alta do mercado em geral.

Consequentemente, os bancos investem mais e liberam mais crédito, proporcionando aos clientes uma linha financeira alternativa para quem deseja comprar imóvel.

Levamos em consideração ainda que 2018 é um ano eleitoral, portanto, é bem provável que existam medidas para injetar ânimo no mercado e que o governo, em busca de apoio de construtoras, pense em estratégias para facilitar a oferta e a compra de imóveis.